sexta-feira, 18 de setembro de 2015

Direito Constitucional


DIREITOS HUMANOS
"A ideia dos Direitos Humanos é, certamente, ao lado do princípio da democracia, a expressão mais significativa da normatividade política da era moderna. O discurso de gerações de Direitos Humanos dá a impressão de harmonia, no entanto, nada seria mais errado do isso. A discussão desde a Segunda Guerra Mundial está marcada por uma controvérsia ideológica sobre o que, afinal, seriam Direitos Humanos, e, respectivamente, quais seriam os Direitos Humanos corretos." Paulo Hahn & Robison Tramontina.
GORCZEVSKI, Clovis; LEAL, Mônia Clarissa Heninng. (Organizadores). Constitucionalismo Contemporâneo: desafios e perspectivas. Curitiba: Multideia, 2012. p. 54.

"Em princípio, Direitos Humanos são direitos de cada indivíduo. É o indivíduo em seu pensar e sentir individual, em sua sensibilidade e dignidade subjetiva como indivíduo humano único que deve ser protegido pelos Direitos Humanos  contra violações de sua individualidade." Paulo Hahn & Robison Tramontina.
GORCZEVSKI, Clovis; LEAL, Mônia Clarissa Heninng. (org.). Constitucionalismo Contemporâneo: desafios e perspectivas. Curitiba: Multideia, 2012.  p. 55.

TÍTULO I
DOS PRINCÍPIOS FUNDAMENTAIS
"Art. 1º. A República Federativa do Brasil, formada pela união indissolúvel dos Estados e Municípios e do Distrito Federal, constitui-se em Estado Democrático de Direito e tem como fundamentos:
I - a soberania;
II - a cidadania;
III - a dignidade da pessoa humana;
IV - os valores sociais do trabalho e da livre iniciativa;
V - o pluralismo político.
Parágrafo único. Todo o poder emana do povo, que o exerce por meio de representantes eleitos ou diretamente, nos termos desta Constituição."
CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA FEDERATIVA DO BRASIL
Promulgada em 05 de outubro de 1988.
Vade Mecum / org. Nylson Paim de Abreu Filho. 10ª ed. - Porto Alegre: Verbo Jurídico. 2014.  p. 27.


quinta-feira, 17 de setembro de 2015

Direito Civil - Coisas


"Direito das Coisas. Conceito. - O Direito das Coisas é o conjunto das normas reguladoras das relações entre os homens, tendo em vista os bens corpóreos¹."
RODRIGUES, Silvio. Direto Civil. Direito das Coisas. 24ª edição, revista. São Paulo: Saraiva, 1997. Volume 5.  p. 3.

DIREITO REAL
"O Direito real é oponível contra todos, isto é, vale erga omnes, pois representa uma prerrogativa de seu titular, que deve ser respeitada."
RODRIGUES, Silvio. Direto Civil. Direito das Coisas. 24ª edição, revista. São Paulo: Saraiva, 1997. Volume 5.  p. 6.


PERDA DA PROPRIEDADE IMÓVEL. DESAPROPRIAÇÃO
"Introdução. - Ao cuidar do conteúdo do direito de propriedade, chamei a atenção para sua perpetuidade (v. n. 44, supra), no sentido de que o seu titular, só o perde por sua própria vontade. De modo que, ordinariamente, o direito de propriedade remanescerá na pessoa de seu titular (ou de seus sucessores causa mortis), indefinidamente, ou até que por um meio legal seja afastado de seu patrimônio.
Exceção a essa regra se apresenta quando a lei determina a extinção do direito de propriedade, o que ocorre, exemplificativamente, no caso de perda da coisa ou de desapropriação." 
RODRIGUES, Silvio. Direto Civil. Direito das Coisas. 24ª edição, revista. São Paulo: Saraiva, 1997. Volume 5.  p. 167.

"Com efeito, é na ideia da prevalência do interesse social sobre o individual que se justifica a expropriação. Esta representa uma limitação ao direito de propriedade, estribada na persuasão de que quando o interesse da União, do Estado ou do Município reclama um bem que se acha no patrimônio individual, tal interesse deve prevalecer, mesmo que contrarie o particular; de modo que se defere ao expropriante a prerrogativa de proceder à transferência, para o seu patrimônio, daquele bem que se encontrava no patrimônio particular."
RODRIGUES, Silvio. Direto Civil. Direito das Coisas. 24ª edição, revista. São Paulo: Saraiva, 1997. Volume 5.  p. 171-172. 


INTRODUÇÃO AOS DIREITOS DE VIZINHANÇA
"Conceito. - Embora o domínio, como direito patrimonial, seja o mais amplo dos direitos subjetivos concedidos ao homem, conhece ele, não obstante, restrições ao seu exercício, quer impostas no interesse coletivo, quer no interesse individual."
RODRIGUES, Silvio. Direto Civil. Direito das Coisas. 24ª edição, revista. São Paulo: Saraiva, 1997. Volume 5.  p. 113.


"Natureza jurídica. - Os direitos de vizinhança são obrigações propter rem (v. n. 50 a 52, v.2). Por isso vinculam o vizinho e o constituem devedor da obrigação de respeitá-los (quer abstendo-se da prática de certos atos, quer sujeitando-se à invasão de sua órbita dominial, v. n. 65,supra), em virtude da sua condição de dono do prédio confinante, ou seja, em virtude da sua condição de vizinho.
De modo que o direito de vizinhança e o correspondente dever dele decorrente (pois, jus et obligatio sunt correlata) acompanham a coisa, vinculando quem quer que se encontre na posição de dono ou possuidor, e, portanto, de vizinho.
Desse modo, e como acontece com toda obrigação propter rem, ela se transmite ao sucessor a título particular do vizinho, e se extingue pelo abandono da coisa."
RODRIGUES, Silvio. Direto Civil. Direito das Coisas. 24ª edição, revista. São Paulo: Saraiva, 1997. Volume 5.  p. 115.

DA PROPRIEDADE RESOLÚVEL
"Diz-se que a propriedade é resolúvel quando o título de aquisição está subordinado a uma condição resolutiva ou ao advento do termo. Nesse caso, deixa de ser plena, assim como quando pesa sobre ela ônus reais, passando a ser limitada."
GONÇALVES, Carlos Roberto. Direto das Coisas, volume 3 - 6. ed. atual. São Paulo: Saraiva, 2003. (Coleção sinopses jurídicas).  p. 146.

CAUSAS DE RESOLUÇÃO DE PROPRIEDADE
"O Código Civil trata dos casos de resolução da propriedade em dois artigos, que estabelecem exceções ao princípio de que o direito de propriedade é perpétuo e irrevogável: pelo advento de uma condição ou termo e pelo surgimento de uma causa superveniente. No art. 1.359, a causa da resolução se encontra inserta no título; no art. 1.360, o elemento que se resolve a relação jurídica é superveniente.
A condição ou termo referidos constam do título constitutivo da propriedade, de tal forma que o terceiro que o adquiriu não poderá alegar surpresa. Se alguém, por exemplo, adquirir imóvel em cuja escritura existia um pacto de retrovenda, não poderá reclamar se o primeiro alienante exercer o direito de retrato antes do prazo de três anos (CC, art. 505). Neste caso, resolve-se o domínio do terceiro e o primeiro alienante poderá revindicar o imóvel."
GONÇALVES, Carlos Roberto. Direto das Coisas, volume 3 - 6. ed. atual. São Paulo: Saraiva, 2003. (Coleção sinopses jurídicas).  p. 146-147.

DO PENHOR
"Trata-se de direito real que vincula uma coisa móvel ao pagamento de uma dívida. Distingue-se da hipoteca não só pela transferência do objeto ao credor, o que não ocorre naquela, como também pelo objeto, já que esta tem por garantia bens imóveis, embora possa recair, também, sobre aeronaves e navios."
GONÇALVES, Carlos Roberto. Direto das Coisas, volume 3 - 6. ed. atual. São Paulo: Saraiva, 2003. (Coleção sinopses jurídicas).  p. 178.

CARACTERÍSTICAS:
"Apresenta as seguintes características: a) é direito real, conforme prescreve o art. 1.419 do Código Civil; b) é direito acessório, e, como tal, segue o destino da coisa principal. Uma vez extinta a dívida, extingue-se o penhor. Assim, não pode o credor, paga a dívida, recusar a entrega da coisa a quem a empenhou (art. 1.435, IV), mas pode exercer o direito de retenção até que o indenizem das despesas, devidamente justificadas, que tiver feito, não sendo ocasionadas por culpa sua (art. 1.433, II); só se perfecciona pela tradição do objeto ao credor. A lei, porém, criou penhores especiais, dispensando a tradição (art. 1.431, parágrafo único) por efeito da cláusula constituti (penhor rural, industrial, mercantil, e de veículos)." 
GONÇALVES, Carlos Roberto. Direto das Coisas, volume 3 - 6. ed. atual. São Paulo: Saraiva, 2003. (Coleção sinopses jurídicas).  p. 178.

ESPÉCIES
"O penhor pode ser convencional e legal. O primeiro resulta de um acordo de vontades e o segundo promana da lei (objetiva proteger determinados credores). Pode-se, ainda, distinguir o penhor comum dos especiais. Penhor comum é o mencionado no art. 1.431 do Código Civil e decorre da vontade das partes. Os especiais refogem ao padrão tradicional, estando sujeito a regras específicas, como ocorre com os penhores legal, rural, industrial, de títulos de crédito e de veículos." 
GONÇALVES, Carlos Roberto. Direto das Coisas, volume 3 - 6. ed. atual. São Paulo: Saraiva, 2003. (Coleção sinopses jurídicas).  p. 179.

EXTINÇÃO DO PENHOR
"Extingue-se o penhor nas seguintes hipóteses (CC, art. 1.436): a) extinguindo-se a obrigação. Sendo direito acessório, extingue-se com a extinção do principal; b) perecendo a coisa. Se parcial a perda, a garantia real permanece quanto à fração não atingida. A extinção do penhor, que é acessório, não implica a extinção da dívida. Esta continua a existir como crédito quirografário; c) renunciando o credor, expressa ou tacitamente (§ 1º); d) confundindo-se na mesma pessoa as qualidades de credor e de dono da coisa; e) dando-se a adjudicação judicial, a remição (CPC, arts. 714 e 787), ou a venda do penhor (quando permitida no contrato)." 
GONÇALVES, Carlos Roberto. Direto das Coisas, volume 3 - 6. ed. atual. São Paulo: Saraiva, 2003. (Coleção sinopses jurídicas).  p. 180.

BENS
... entende-se por bens tudo o que nos possa proporcionar utilidade.  
VENOSA, Sílvio de Salvo. Direitos reais. São Paulo: Atlas, 1995.  p. 17.

“Na compreensão jurídica, bem deve ser considerado tudo o que tem valor pecuniário ou axiológico.  
VENOSA, Sílvio de Salvo. Direitos reais. São Paulo: Atlas, 1995.  p. 17.

COISA
... bem é espécie de coisa...  
VENOSA, Sílvio de Salvo. Direitos reais. São Paulo: Atlas, 1995.  p. 17.

... às vezes, coisa é gênero e bem é espécie, ou vice-versa.  
VENOSA, Sílvio de Salvo. Direitos reais. São Paulo: Atlas, 1995.  p. 18.

Existem bens juridicamente considerados que não podem ser denominados coisas, porque sua apropriação pelo homem segue regime de ordem mais moral e filosófica do que jurídica, como ocorre, por exemplo, com a honra, a liberdade, o nome da pessoa natural. São chamados direitos da personalidade, os quais seriam restringidos em sua compreensão se denominados coisas.”  
VENOSA, Sílvio de Salvo. Direitos reais. São Paulo: Atlas, 1995.  p. 17.

POSSE
"Na explicação de seu conceito surgiram numerosas teorias, que, entretanto, se reduzem a dois grupos: as teorias subjetivas e as teorias objetivas. À frente das primeiras se acha SAVIGNY, enquanto das segundas se coloca IHERING, os dois grandes gênios realizadores de toda a doutrina possessória." 
MONTEIRO, Washington de Barros; MALUF, Carlos Alberto Dabus. Curso de Direito Civil. Direito das Coisas. 43ª ed.- São Paulo: Saraiva, 2013. V. 3.  p. 28.

"Para SAVIGNY, posse é o poder que tem a pessoa de dispor fisicamente de uma coisa, com a intenção de tê-la para si e de defendê-la contra a intervenção de outrem. São dois, portanto, no seu entender, os elementos constitutivos da posse: o poder físico sobre a coisa, o fato material de ter esta à sua disposição, numa palavra, a detenção da coisa (corpus) e a intenção de tê-la como sua, a intenção de exercer sobre ela o direito de propriedade (animus)." 
MONTEIRO, Washington de Barros; MALUF, Carlos Alberto Dabus. Curso de Direito Civil. Direito das Coisas. 43ª ed.- São Paulo: Saraiva, 2013. V. 3. p. 28-29.

"Sustenta IHERING que para constituir a posse basta o corpus, dispensando o animus, elemento de escasso valor, longe de ser essencial. IHERING não contesta a necessidade do elemento intencional, não sustenta que a vontade deva ser banida; apenas entende que esse elemento implícito se acha no poder de fato exercido sobre a coisa." 
MONTEIRO, Washington de Barros; MALUF, Carlos Alberto Dabus. Curso de Direito Civil. Direito das Coisas. 43ª ed.- São Paulo: Saraiva, 2013. V. 3. p. 30.

"Os dois elementos são indispensáveis para que se concretize a posse, pois se faltar o corpus, inexiste relação de fato entre a pessoa e a coisa; e, se faltar, o animus, não existe posse, mas mera detenção."
RODRIGUES, Silvio. Direto Civil. Direito das Coisas. 24ª edição, revista. São Paulo: Saraiva, 1997. Volume 5.  p. 18.

"A posse se distingue da propriedade. - Sim, porque enquanto a propriedade é a relação entre a pessoa e a coisa, que assenta na vontade objetiva da lei, implicando um poder jurídico e criando uma relação de direito, a posse consiste em uma relação de pessoa e coisa, fundada na vontade do possuidor, criando mera relação de fato."
RODRIGUES, Silvio. Direto Civil. Direito das Coisas. 24ª edição, revista. São Paulo: Saraiva, 1997. Volume 5.  p. 16.

LIVRO III
DO DIREITO DAS COISAS
TÍTULO I
DA POSSE
CAPÍTULO I
DA POSSE E SUA CLASSIFICAÇÃO
"Art. 1.196. Considera-se possuidor todo aquele que tem de fato o exercício, pleno ou não, de algum dos poderes inerentes à propriedade." 
Código Civil - Lei nº 10406, de 10 de janeiro de 2002.
Vade Mecum / org. Nylson Paim de Abreu Filho. 10ª ed. - Porto Alegre: Verbo Jurídico. 2014.  p. 248.

REINTEGRAÇÃO DE POSSE
"Ocorrendo esbulho, a ação é de reintegração de posse. Esbulho existe quando o possuidor fica injustamente privado da posse. Não é necessário que o desapossamento decorra de violência. Nesse caso, o possuidor está totalmente despojado do poder de exercício de fato sobre a coisa. Os requisitos estão estampados em conjunto com a manutenção do artigo 927 da lei processual. Além de sua posse, o autor deve provar o esbulho, a data de seu início e a perda da posse."
VENOSA, Sílvio de Salvo. Direitos reais. São Paulo: Atlas, 1995.  p. 104.

LIVRO IV
DOS PROCEDIMENTOS ESPECIAIS
TÍTULO I
DOS PROCEDIMENTOS ESPECIAIS DE JURISDIÇÃO CONTENCIOSA
CAPÍTULO V
DAS AÇÕES POSSESSÓRIAS
Seção II
Da manutenção e da reintegração de posse
"Art. 926. O possuidor tem direito a ser mantido na posse em caso de turbação e reintegrado no de esbulho."
> Vide art. 1.210 do CC.
> Vide Súmula 487 do STF."
"Art. 927. Incumbe ao autor provar.
I - a sua posse;
> Vide art. 1.196 do CC.
II - a turbação ou o esbulho praticado pelo réu;
III - a data da turbação ou do esbulho;
IV - a continuação da posse, embora turbada, na ação de manutenção; a perda da posse, na ação de reintegração." 
Código de Processo Civil - Lei nº 5.869, de 11 de janeiro de 1973.
Vade Mecum / org. Nylson Paim de Abreu Filho. 10ª ed. - Porto Alegre: Verbo Jurídico. 2014.  p. 453.

USUCAPIÃO
"A posse é requisito fundamental, embora não o único, para o usucapião. Desse modo, a aquisição da propriedade pelo usucapião é um dos principais efeitos da posse. Usucapir é adquirir a propriedade pela posse continuada durante certo lapso de tempo." 
VENOSA, Sílvio de Salvo. Direitos reais. São Paulo: Atlas, 1995.  p. 85.

"No usucapião, enquanto o usucapiente adquire o domínio, o antigo dono da coisa o perde; na avulsão, espécie de acessão, enquanto o dono do prédio acrescido adquire o domínio, o dono do prédio desfalcado perde a propriedade sobre a terra objeto do desfalque."
RODRIGUES, Silvio. Direto Civil. Direito das Coisas. 24ª edição, revista. São Paulo: Saraiva, 1997. Volume 5.  p. 168.

"Pressupostos do usucapião: A) "res habilis"; B) "titulus"; C) "fides"; D) "possessio";  E) "tempus"; F) "sentença judicial". - São pressupostos do usucapião: coisa hábil, justo título, posse, transcurso do tempo, boa-fé, ou, como diz conhecido verso: Res habilis, titulus, fides, possessio, tempus. Poderíamos, ainda, acrescentar um outro requisito, a saber, a presença de uma sentença judicial reconhecendo o direito do prescribente, sentença cuja transcrição transfere a este o domínio."
RODRIGUES, Silvio. Direto Civil. Direito das Coisas. 24ª edição, revista. São Paulo: Saraiva, 1997. Volume 5.  p. 104-105.

LIVRO III
DO DIREITO DAS COISAS
TÍTULO I
DA POSSE
CAPÍTULO II
DA AQUISIÇÃO DA POSSE
"Art. 1.204. Adquiri-se a posse desde o momento em que se torna possível o exercício, em nome próprio, de qualquer dos poderes inerentes à propriedade.
> Vide art. 493 do CC/1916."
"Art. 1.205. A posse pode ser adquirida:
I - pela própria pessoa que a pretende ou por seu representante;
> Vide art. 116 do CC.
II - por terceiro sem mandato, dependendo de ratificação.
> Vide art. 873 do CC.
> Vide art. 494 do CC/1916."  
Código Civil - Lei nº 10406, de 10 de janeiro de 2002.
Vade Mecum / org. Nylson Paim de Abreu Filho. 10ª ed. - Porto Alegre: Verbo Jurídico. 2014.  p. 248.

USUFRUTO
"Usufruto, uso e habitação são direitos de gozo ou fruição sobre coisa alheia, merecendo estudo conjunto, pois uso e habitação são institutos mais restritos, porém da mesma natureza, regidos pelo conteúdo geral mais amplo de usufruto."  
VENOSA, Sílvio de Salvo. Direitos reais. São Paulo: Atlas, 1995.  p. 284.

"Portanto, usufruto é um direito real transitório que concede a seu titular o poder de usar e gozar durante certo tempo, sob certa condição ou vitaliciamente de bens pertencentes a outra pessoa, a qual reserva sua substância." 
VENOSA, Sílvio de Salvo. Direitos reais. São Paulo: Atlas, 1995.  p. 284. 

DIREITOS DO USUFRUTUÁRIO
"O usufrutuário tem, como direitos fundamentais decorrentes de uso e gozo da coisa, posse direta, direito de utilização, administração e percepção de frutos (art. 718). Pode recair sobre móveis ou imóveis, ambos considerados direitos reais. A título constitutivo sobre imóveis deve ser devidamente registrado. Não há registro para o usufruto legal."
VENOSA, Sílvio de Salvo. Direitos reais. São Paulo: Atlas, 1995.  p. 296.
NOTA DO BLOG: verificar a atualização do artigo correspondente.

"Entretanto, a maior utilidade do usufruto é o direito de fruir da coisa, isto é, a percepção dos frutos, bem como dos produtos, quando não há restrição. Neste aspecto reside o caráter alimentar que se sobreleva no instituto, ao permitir a extração do proveito da coisa. Nessa percepção tem direito o usufrutuário  aos frutos naturais e aos rendimentos (frutos civis), salvo restrição atribuída pelo ato constitutivo." 
VENOSA, Sílvio de Salvo. Direitos reais. São Paulo: Atlas, 1995.  p. 297.

OBRIGAÇÕES DO USUFRUTUÁRIO
"Seu rol de obrigações é de menor âmbito. Correspondem inversamente aos direitos. Como possuidor, deve defender a coisa de turbações ou reivindicações de terceiros, comunicando sempre ao nu-proprietário. Caso permita a perda ou deterioração da coisa por inércia sua, deve responder perante o nu-proprietário.
Deve zelar pela manutenção da substância da coisa, como bonus pater familias, de molde a estar apta para ser devolvida ao dono, findo o usufruto. A lei prescreve a obrigação de inventariar, descrever, à sua custa, o objeto do usufruto, o estado em que o recebe. Conveniente que a descrição seja a mais detalhada, recomendável a atribuição de valores, embora não essencial."
VENOSA, Sílvio de Salvo. Direitos reais. São Paulo: Atlas, 1995.  p. 298.

DIREITOS E OBRIGAÇÕES DO NU-PROPRIETÁRIO
"Os direitos e obrigações do nu-proprietário são os mesmos contrapostos aos do usufrutuário. Exerce seu domínio limitado à substância da coisa, podendo utilizar dos remédios jurídicos a ela relativos. pode se valer da ação reivindicatória e das ações possessórias contra terceiros, porque mantém posse indireta.
Sua primeira obrigação é entregar a coisa para desfrute do usufrutuário.
Não pode turbar a posse do usufrutuário nem intervir na administração se esta não lhe foi conferida. Não pode, enfim, dificultar o exercício do usufruto."
VENOSA, Sílvio de Salvo. Direitos reais. São Paulo: Atlas, 1995.  p. 299.

EXTINÇÃO DO USUFRUTO
"A regra básica  dirigida ao usufruto da pessoa natural é que não pode durar além de sua existência. A morte do usufrutuário  o extingue, não se transfere a seus herdeiros, sustentando-se que em nosso direito não pode haver outra modalidade de sucessividade. A morte do nu-proprietário não altera a relação, pois seus sucessores assumem a posição idêntica de proprietários."  
VENOSA, Sílvio de Salvo. Direitos reais. São Paulo: Atlas, 1995.  p. 301.

LIVRO III
TÍTULO VI
DO USUFRUTO
CAPÍTULO I
DISPOSIÇÕES GERAIS
"Art. 1.390. O usufruto pode recair em um mais bens, móveis ou imóveis, em um patrimônio inteiro, ou parte deste, abrangendo-lhe, no todo ou em parte, os frutos e utilidade.
>Vide art. 231, § 2º da CF.
>Vide arts. 1.225, IV, 1.410, VIII, 1.413, 1.416, 1.652, I, 1.689, I, 1.693, 1816, parágrafo único, 1.921, 1.946 do CC.
>Vide art. 714 do CC/1916.
>Vide arts. 647, III, 708, III e 716 a 729 do CPC." 
Código Civil - Lei nº 10406, de 10 de janeiro de 2002.
Vade Mecum / org. Nylson Paim de Abreu Filho. 10ª ed. - Porto Alegre: Verbo Jurídico. 2014.  p. 259.

DO USO
"Uso é usufruto restrito e, como este, ostenta as mesmas caraterísticas: a) direito real, porque incide diretamente sobre a coisa; b) direito temporário; c) desmembramento da propriedade. Mas, por outro lado, tem predicados exclusivos, porquanto, ao contrário do usufruto, é indivisível e incessível. Nem seu exercício pode ceder-se.Tanto o usufrutuário e o usuário gozam de coisa alheia, porém, enquanto o gozo do primeiro se reveste de amplitude, o do segundo sofre restrições." 
MONTEIRO, Washington de Barros. Curso de Direito Civil. Direito das Coisas. 37ª ed. rev. e atual. por Carlos Alberto Dabus Maluf. - São Paulo: Saraiva, 2003. V. 3.  p. 315.

DIREITO REAL DE USO
"O usus, em seu significado originário, era o direito de usar uma coisa sem receber os frutos. Era dirigido a coisas que não o produziam, não se levando em conta a possibilidade de auferir qualquer fruto civil. Podia ser constituído sobre uma biblioteca ou escravo, por exemplo, e se constituído sobre uma casa, dele estava excluído o direito de locação." 
VENOSA, Sílvio de Salvo. Direitos reais. São Paulo: Atlas, 1995.  p. 302.

DA HABITAÇÃO
"De acordo com a norma constante do art. 1.414 do Código Civil de 2002, define-se como o direito real temporário de ocupar gratuitamente casa alheia, para morada do titular e de sua família. É o mesmo direito de uso, há pouco mencionado, restrito, porém, à casa de moradia. Constitui assim espécie dentro do gênero, o uso.
Tem esse direito real característica própria: o uso de casa alheia limita-se à moradia do titular e de sua família. Não pode este servir-se dela para estabelecimento de fundo de comércio ou de indústria. Não pode alugá-la, nem emprestá-la. Ou serve-se dela para a própria residência e de sua família, ou desaparece o direito real."
MONTEIRO, Washington de Barros. Curso de Direito Civil. Direito das Coisas. 37ª ed. rev. e atual. por Carlos Alberto Dabus Maluf. - São Paulo: Saraiva, 2003. V. 3.  p. 318.

DIREITO REAL DE HABITAÇÃO
"O direito real de habitação é ainda mais restrito. Atribui-se ao habitador o direito personalíssimo e temporário de residir em imóvel, não podendo ser cedido nem mesmo seu exercício. Cuida-se de direito real sobre coisa alheia porque  o titular reside em imóvel que não é seu. Pode fazê-lo, evidentemente, com sua família. A lei não restringe ao imóvel exclusivamente urbano." 
VENOSA, Sílvio de Salvo. Direitos reais. São Paulo: Atlas, 1995.  p. 304.

AÇÕES DECORRENTES DO USUFRUTO, USO E HABITAÇÃO.
"Os meios processuais que resguardam os direitos reais de usufruto, uso e habitação são semelhantes, dentro do âmbito de cada instituto.
Nas três situações podem os titulares se valer da ação reivindicatória no exercício do direito de sequela. Podem reivindicar a coisa do proprietário ou de terceiro. A pretensão de têm o usufrutuário, usuário e habitador é própria de seu respectivo direito e não derivada do direito do proprietário."
VENOSA, Sílvio de Salvo. Direitos reais. São Paulo: Atlas, 1995.  p. 305.

AÇÃO REIVINDICATÓRIA
"A ação reivindicatória é a ação petitória por excelência. É direito elementar e fundamental do proprietário  a sequela ir buscar a coisa onde se encontra e em poder de quem se encontra. Deflui daí a faculdade de o proprietário recuperar a coisa." 
VENOSA, Sílvio de Salvo. Direitos reais. São Paulo: Atlas, 1995.  p. 186.

AÇÃO DECLARATÓRIA
"O proprietário pode ter seu interesse limitado apenas à declaração de seu título. Para isso se valerá da ação declaratória típica." 
VENOSA, Sílvio de Salvo. Direitos reais. São Paulo: Atlas, 1995.  p. 187.

DO CONDOMÍNIO
"O Código Civil brasileiro, tomando partido entre correntes tão diversas e tão embaraçosas, aceitou a teoria da subsistência, em cada condômino, da propriedade sobre toda a coisa, delimitada naturalmente pelos iguais direitos dos demais consortes; entre todos se distribui a utilidade econômica da coisa; o direito de cada condômino, em face de terceiros, abrange a totalidade dos poderes imanentes ao direito de propriedade; mas, entre os próprios condôminos, o direito de cada um é autolimitado pelo do outro, na medida de suas quotas, para que possível se torne sua coexistência. A parte ideal não representa uma entidade objetiva. Consoante lição de BONFANTE6, ela é apenas um critério aferidor, uma chave para exprimir, num valor econômico, o direito de cada consorte perante os demais, possibilitando-lhe assim plena disponibilidade, durante o estado de indivisão." 
MONTEIRO, Washington de Barros. Curso de Direito Civil. Direito das Coisas. 37ª ed. rev. e atual. por Carlos Alberto Dabus Maluf. - São Paulo: Saraiva, 2003. V. 3.  p. 205-206.

ENFITEUSE
"Conteúdo da enfiteuse. - A enfiteuse é  o mais amplo dos direitos reais sobre coisas alheias. Nela todas as prerrogativas que constituem o conteúdo do domínio são transferidas ao enfiteuta que, desse modo, pode usar, gozar e reivindicar a coisa, bem como alienar seus direitos a outrem, independentemente da aquiescência  do senhorio. O enfiteuta adquire efetivamente todos os direitos inerentes ao domínio, com exceção do próprio domínio, que remanesce, nominalmente, em mãos do senhorio."
RODRIGUES, Silvio. Direto Civil. Direito das Coisas. 24ª edição, revista. São Paulo: Saraiva, 1997. Volume 5.  p. 249-250.

"Com efeito, o senhorio conserva pouco mais do que o nome de dono. Pois, além disso, sobra-lhe tão-só: a) a expectativa de readquirir a condição anterior, através do exercício de preferência, na hipótese de alienação, ou através de comisso, ou do falecimento do enfiteuta, sem herdeiros; b) o direito ao foro e ao laudêmio."
RODRIGUES, Silvio. Direto Civil. Direito das Coisas. 24ª edição, revista. São Paulo: Saraiva, 1997. Volume 5.  p. 250.

"O foro é a contraprestação devida pelo enfiteuta. O não-pagamento do mesmo, por três anos consecutivos, dá lugar ao comisso, ou seja, à extinção do aprazamento com a consolidação do domínio nas mãos do senhorio."
RODRIGUES, Silvio. Direto Civil. Direito das Coisas. 24ª edição, revista. São Paulo: Saraiva, 1997. Volume 5.  p. 253.

"O laudêmio é a importância devida ao senhorio, pelo foreiro, cada vez que transferir o domínio útil por venda ou dação em pagamento. Consistirá na percentagem de dois e meio por cento sobre o preço da alienação, se outro não houver sido fixado no título do aforamento (CC, art. 686). O laudêmio só será devido nas alienações onerosas, não sendo reclamável nas liberalidades."
RODRIGUES, Silvio. Direto Civil. Direito das Coisas. 24ª edição, revista. São Paulo: Saraiva, 1997. Volume 5.  p. 253.

"A enfiteuse só se pode constituir sobre terras não cultivadas ou terrenos que se destinem à edificação (CC, art. 680), porque sua finalidade é facilitar o aproveitamento de terras incultas."
RODRIGUES, Silvio. Direto Civil. Direito das Coisas. 24ª edição, revista. São Paulo: Saraiva, 1997. Volume 5.  p. 250.

ANTICRESE
"Conceito e finalidade. - A anticrese é o direito real, oriundo de um contrato, que se estabelece pela entrega de um imóvel frugífero ao credor, que fica autorizado a retê-lo e a perceber-lhe os frutos, imputando na dívida, e até o seu resgate , as importâncias que for recebendo.
Trata-se de um elemento de garantia ao credor, que, retendo em mãos o imóvel alheio, conta com a possibilidade de pagar-se por suas próprias mãos, através da sua exploração."
RODRIGUES, Silvio. Direto Civil. Direito das Coisas. 24ª edição, revista. São Paulo: Saraiva, 1997. Volume 5.  p. 361.

"Extinção da anticrese. - Como garantia que é, a anticrese representa negócio acessório, cuja existência está condicionada à da relação obrigacional, cujo resgate visa assegurar. Assim, paga, prescrita ou por qualquer modo extinta a dívida, extingue-se a anticrese."
RODRIGUES, Silvio. Direto Civil. Direito das Coisas. 24ª edição, revista. São Paulo: Saraiva, 1997. Volume 5.  p. 365.


Direito Processual Civil


TUTELA PROVISÓRIA
"1. Classificações no âmbito da tutela provisória
O NCPC no Livro V tratou da denominada "Tutela Provisória", classificando-a em tutela provisória de urgência e tutela provisória de evidência. A tutela provisória de urgência, por sua vez, é dividida em tutela de urgência antecipada a tutela de urgência cautelar, que poderão se dar em caráter incidente e antecedente."
SILVA, Jaqueline Mielke da. A Tutela Provisória no novo Código de Processo Civil. Tutela de Urgência e Tutela de Evidência. Porto Alegre: Verbo Jurídico, 2015. p.27.

JURISDIÇÃO VOLUNTÁRIA
Intervenção estatal nos negócios privados
Procedimento de jurisdição voluntária 
“O exercício jurisdicional propriamente dito se faz pelo “processo”. Processo é a soma de atos que objetivam solução de litígios ou realização de direito. O processo tem forma de se movimentar e esta forma se chama procedimento. Em jurisdição voluntária não há litígio, nem direito a realizar; em conseqüência, não há processo, mas simplesmente procedimento.” 
SANTOS, Ernane Fidélis dos. Manual de Direito Processual Civil. Processo de Conhecimento. 15ª edição. Editora Saraiva. 2011.  p. 93.

PROCESSO
Jurisdição e Processo
Conceito de processo. Sentido jurídico 
“Definiu-se a jurisdição como poder-dever do Estado de compor litígios, dar efetivação ao direito já acertado e, acessoariamente, prestar cautela a outro processo, para que alcance sua utilidade prática.” 
SANTOS, Ernane Fidélis dos. Manual de Direito Processual Civil. Processo de Conhecimento. 15ª edição. Editora Saraiva. 2011. p. 99.

“A tutela jurisdicional é prestada através de uma série de atos que se interligam. O autor pede, o juiz ouve a outra parte, colhe provas e decide. A prestação jurisdicional é realizada, portanto, através de um processo.” 
SANTOS, Ernane Fidélis dos. Manual de Direito Processual Civil. Processo de Conhecimento. 15ª edição. Editora Saraiva. 2011. p. 99.

“Processo”, no sentido vulgar, é a soma dos atos que se sucedem, objetivando determinado fim.”
SANTOS, Ernane Fidélis dos. Manual de Direito Processual Civil. Processo de Conhecimento. 15ª edição. Editora Saraiva. 2011. p. 99.

“Pelos fins específicos da “jurisdição”, “processo”, no sentido jurídico, se caracteriza e se define em razão de suas finalidades”. 
SANTOS, Ernane Fidélis dos. Manual de Direito Processual Civil. Processo de Conhecimento. 15ª edição. Editora Saraiva. 2011. p. 99.

PROCESSO DE CONHECIMENTO
“Determinada pessoa julga que a outra lhe deve e pretende receber. O indigitado devedor, convencido ou não de suas razões, resiste, formando-se, no caso, o litígio, ou a lide, isto é, um conflito de interesses, qualificando por uma pretensão resistida. Revelada a lide no processo, o juiz dela procura conhecer, ouvindo as partes, examinando suas alegações, sopesando provas e, por fim, decidindo através de sentença, dando razão a quem a tem. Litígio solucionado, Processo de Conhecimento.” 
SANTOS, Ernane Fidélis dos. Manual de Direito Processual Civil. Processo de Conhecimento. 15ª edição. Editora Saraiva. 2011. p. 100.

DO PROCESSO DE EXECUÇÃO
"No processo de execução, a atividade jurisdicional é diversa, pois o que se pretende é fazer atuar, por meio de atos materiais, a norma concreta. Não se busca, na execução, elaborar o comando que regulará os casos submetidos à apreciação judicial, mas fazer atuar esse comando, pela modificação da realidade sensível.
Daí a importância extraordinária da execução. Sem ela, o titular de um direito estaria privado da possibilidade de satisfazer-se sem a colaboração do devedor."
GONÇALVES, Marcus Vinícius Rios. Processo de Execução e Cautelar. 4ª edição. Rev. e atual. São Paulo: 2003. V. 12. p. 1. 

OS PRINCÍPIOS DO PROCESSO DE EXECUÇÃO
"Princípio da Autonomia da Execução
Princípio da Patrimonialidade
Princípio do Exato Adimplemento
Princípio da Utilidade
Princípio da Menor Onerosidade
Princípio da Responsabilidade do Devedor
Princípio do Contraditório."
GONÇALVES, Marcus Vinícius Rios. Processo de Execução e Cautelar. 4ª edição. Rev. e atual. São Paulo: 2003. V. 12. p. 5-7. 

 PROCESSO DE EXECUÇÃO 
“Estabelecido em sentença preceito condenatório, o condenado não tem mais nada a discutir. Deve cumprir o que a sentença lhe determinou. Ou, então, o particular, apesar de nenhuma condenação, se vinculou em título extrajudicial que a lei considera como tradutor de um acertamento de direito inter partes (nota promissória, por exemplo). Não realizado o pagamento, não há lide, ou litígio a se compor. Na primeira hipótese, a sentença já o fez; na segunda, a lei mesma considerou o acertamento extrajudicial. Resta, portanto, a realização prática do direito, através de Processo de Execução.”  
SANTOS, Ernane Fidélis dos. Manual de Direito Processual Civil. Processo de Conhecimento. 15ª edição. Editora Saraiva. 2011. p. 100.

LIQUIDAÇÃO DA SENTENÇA
"Como já foi salientado, o título executivo extrajudicial há de ser sempre líquido, para ensejar a execução. Já o título judicial pode ser ilíquido. Se assim for, antes que se dê início à execução, será necessário proceder-se à liquidação da obrigação contida na sentença. A finalidade da liquidação é apurar o quantum debeatur."
GONÇALVES, Marcus Vinícius Rios. Processo de Execução e Cautelar. 4ª edição. Rev. e atual. São Paulo: 2003. V. 12. p. 28. 


PROCESSO CAUTELAR 
“O processo é sequência de atos. Tal sequência importa em demora. A demora pode fazer com que se perca a própria utilidade do processo. O automóvel que se reivindica está sendo alienado. Os sinais reveladores dos danos causados em uma lavoura estão prestes a desaparecer. O devedor, já condenado ou vinculado a título executivo, está na iminência de transferir seus bens. Em todos estes casos, justifica-se a prevenção, a cautela. Provisoriamente e dentro de certos requisitos, é evidente, o juiz poderá conceder medidas que garantam o êxito concreto do processo, instaurado ou a se instaurar, como a apreensão de bens, a antecipação das provas etc. Concessão de cautela, Processo Cautelar.” 
SANTOS, Ernane Fidélis dos. Manual de Direito Processual Civil. Processo de Conhecimento. 15ª edição. Editora Saraiva. 2011. p. 101.

 ESTRUTURA DO PROCESSO 
“O processo é, assim, o meio próprio de tutela eminentemente jurisdicional e, de acordo com o fim específico a que se destina, é que se vai dividir em Processo de Conhecimento ou de Cognição, Processo de Execução e Processo Cautelar. Mas, respeitada dita classificação, o processo é sempre o mesmo, ou de conhecimento, ou de execução, ou cautelar.” 
SANTOS, Ernane Fidélis dos. Manual de Direito Processual Civil. Processo de Conhecimento. 15ª edição. Editora Saraiva. 2011. p. 101.

PROCESSO E PROCEDIMENTO
 Movimentação do processo. Procedimento ordinário –
“No Processo de Conhecimento, como regra geral, o processo se instaura por petição escrita, com requisitos necessários. Em seguida, vem a citação, o prazo de defesa, o saneamento, a conciliação, a instrução e o julgamento, deste podendo haver antecipação, se as provas não se fizerem necessárias.”
SANTOS, Ernane Fidélis dos. Manual de Direito Processual Civil. Processo de Conhecimento. 15ª edição. Editora Saraiva. 2011. p. 102.

PROCEDIMENTO SUMÁRIO 
“Se o valor da causa for inferior a sessenta salários, a marcha processual faz-se diferente (art. 275, I, com redação da Lei nº 10.444/2002). Ao despachar a petição inicial, o juiz já designa audiência e defere as provas a se produzirem (art. 277, com redação da Lei nº 9.245/1995). O réu será citado para comparecer à audiência, na qual deverá arrolar testemunhas e poderá apresentar a defesa (art. 278, caput, de acordo a Lei nº 9.245/1995). A conciliação, instrução e julgamento se fazem nesta mesma audiência (arts. 278, 281, com redação dada pela Lei nº 9.245/1995), a não que um adiamento, excepcionalmente, se imponha.” 
SANTOS, Ernane Fidélis dos. Manual de Direito Processual Civil. Processo de Conhecimento. 15ª edição. Editora Saraiva. 2011. p. 102.

“Processo” e “procedimento” são termos que não se confundem. O primeiro é a soma de atos que tem fim determinado, não importando a marcha que toma para atingi-lo. O segundo é o modo pelo qual o processo se forma e se movimenta, para atingir o respectivo fim.” 
SANTOS, Ernane Fidélis dos. Manual de Direito Processual Civil. Processo de Conhecimento. 15ª edição. Editora Saraiva. 2011. p. 103.

“A Lei nº 11.419, de 19-12-2006, objetivando a informatização do processo, facultou o uso de meio eletrônico em todos os procedimentos, para comunicação de atos e transmissão de peças processuais, tudo de acordo com o que a própria lei estabelece.” 
SANTOS, Ernane Fidélis dos. Manual de Direito Processual Civil. Processo de Conhecimento. 15ª edição. Editora Saraiva. 2011. p. 103.

SENTENÇA
Sentenças definitivas “... são as que extinguem o processo, sem julgar o mérito, a exemplo da decisão que reconhece a falta de pressupostos processuais ou das condições da ação.” 
SANTOS, Ernane Fidélis dos. Manual de Direito Processual Civil. Processo de Conhecimento. 15ª edição. Editora Saraiva. 2011. p. 300.

Sentenças terminativas “... solucionam o litígio, respondem o pedido do autor, julgam a lide.” 
SANTOS, Ernane Fidélis dos. Manual de Direito Processual Civil. Processo de Conhecimento. 15ª edição. Editora Saraiva. 2011. p. 300.

TÍTULO V
DOS ATOS PROCESSUAIS
CAPÍTULO I
DA FORMA DOS ATOS PROCESSUAIS
Seção III
Dos atos do juiz
"Art. 162. Os atos do juiz consistirão em sentenças, decisões interlocutórias e despachos.
§ 1º Sentença é o ato do juiz que implica algumas das situações previstas nos arts. 267 e 269 desta Lei. (Redação dada pela Lei nº 11.232/2005).
> Vide arts. 189, 342, 440 e 456 do CPC.
> Redação original: § 1º Sentença é o ato pelo qual o juiz põe termo ao processo, decidindo ou não o mérito da causa.
> Vide arts. 267 e 269 do CPC." 
Código de Processo Civil - Lei nº 5.869, de 11 de janeiro de 1973.
Vade Mecum / org. Nylson Paim de Abreu Filho. 10ª ed. - Porto Alegre: Verbo Jurídico. 2014. p. 401.

RECURSOS EM ESPÉCIE:
Apelação. p. 378.
Agravos. p. 476.
Agravo interno. p. 492.
Agravo de instrumento. p. 520.
Agravo retido. p. 545.
Embargos infringentes. p. 568.
Embargos de declaração. p. 598.
Recurso ordinário. p. 659.
Recurso extraordinário. p. 696.
Recurso especial. p. 783.
Embargos de divergência. p. 843. 
Sucedâneos recursais (Demais meios de impugnação).
ASSIS, Araken de. Manual de recursos. 3ª ed. rev., atual. e ampl. São Paulo: Revista dos Tribunais, 2011. p. 871.

APELAÇÃO
Cabimento da apelação 
“Dos atos decisórios proferidos em primeiro grau, estacados a uma das situações dos arts. 267 e 269, cabe apelação.” 
ASSIS, Araken de. Manual de recursos. 3ª ed. rev., atual. e ampl. São Paulo: Revista dos Tribunais, 2011. p. 384.

“O CPC erigiu a apelação como o único recurso cabível contra sentenças” 
ASSIS, Araken de. Manual de recursos. 3ª ed. rev., atual. e ampl. São Paulo: Revista dos Tribunais, 2011. p. 384.

“Vencida a barreira constituída pelo conjunto das condições de admissibilidade, abre-se ao órgão ad quem o mérito da apelação.” 
ASSIS, Araken de. Manual de recursos. 3ª ed. rev., atual. e ampl. São Paulo: Revista dos Tribunais, 2011. p. 396.

“A apelação serve para impugnar sentenças (art. 513). Tal ato decisório, definido no art. 162, §1º, apresenta conteúdo predeterminado (arts. 267 e 269), originando-se do primeiro grau de jurisdição.” 
ASSIS, Araken de. Manual de recursos. 3ª ed. rev., atual. e ampl. São Paulo: Revista dos Tribunais, 2011. p. 666.

RECURSO ORDINÁRIO
“... o recurso ordinário é o meio impugnativo de motivação livre que serve para atacar resoluções judiciais heterogêneas, acórdãos denegatórios de writs constitucionais e sentenças proferidas nas causas constitucionais, bem como decisões interlocutórias originárias dessas causas, cujo julgamento compete ao STF ou ao STJ.” 
ASSIS, Araken de. Manual de recursos. 3ª ed. rev., atual. e ampl. São Paulo: Revista dos Tribunais, 2011. p. 668.

“O recurso ordinário observará o conjunto das condições intrínsecas e extrínsecas de admissibilidade, imposto genericamente à apelação e ao agravo de instrumento. É o que se infere da remissão constante do art. 540.” 
ASSIS, Araken de. Manual de recursos. 3ª ed. rev., atual. e ampl. São Paulo: Revista dos Tribunais, 2011. p. 684.

RECURSO EXTRAORDINÁRIO
Função constitucional do recurso extraordinário
“O recurso extraordinário desempenha relevante função constitucional.” 
ASSIS, Araken de. Manual de recursos. 3ª ed. rev., atual. e ampl. São Paulo: Revista dos Tribunais, 2011. p. 704.

“Essa via de impugnação serve, à diferença do processo objetivo instaurado no controle concentrado, à tutela dos interesses dos litigantes.” 
ASSIS, Araken de. Manual de recursos. 3ª ed. rev., atual. e ampl. São Paulo: Revista dos Tribunais, 2011. p. 704.

“O lugar ocupado pelo nobre remédio, na dupla condição de instrumento subserviente ao direito subjetivo dos litigantes e ferramenta do controle da constitucionalidade, garante-lhe fisionomia singular e a merecida sobrevivência.” 
ASSIS, Araken de. Manual de recursos. 3ª ed. rev., atual. e ampl. São Paulo: Revista dos Tribunais, 2011. p. 704.

CABIMENTO DO RECURSO EXTRAORDINÁRIO
“Segundo o art. 102, III, compete ao STF julgar recurso extraordinário das “causas decididas em única ou última instância.” 
ASSIS, Araken de. Manual de recursos. 3ª ed. rev., atual. e ampl. São Paulo: Revista dos Tribunais, 2011. p. 707.
NOTA DO BLOG: o art. acima referido está contido na CF/88 (CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA FEDERATIVA DO BRASIL).

RECURSO ESPECIAL 
“O recurso especial constitui instrumento valioso e nobre, “essencialmente destinado a proteger a integridade e a uniformidade de interpretação do direito federal infraconstitucional”. É o remédio instituído para viabilizar o STJ como guardião do direito federal comum.”  
ASSIS, Araken de. Manual de recursos. 3ª ed. rev., atual. e ampl. São Paulo: Revista dos Tribunais, 2011. p. 787.